Revesti-vos,
pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de entranhas de misericórdia, de
benignidade, humildade, mansidão, longanimidade;
Suportando-vos
uns aos outros, e perdoando-vos uns aos outros, se alguém tiver queixa contra
outro; assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também.
E, sobre
tudo isto, revesti-vos de amor, que é o vínculo da perfeição.
Colossenses
3:12-14
Deus tomou a iniciativa de reconciliar consigo o mundo. Ele
imputou a Jesus Cristo as ofensas dos homens; fez o Filho morrer em nosso
lugar; pagou, com o sangue de Jesus, a nossa dívida; entregou o inocente para
declarar paz aos culpados. Dessa maneira, em Cristo, Deus oferece o perdão dos
pecados a todo homem.
Assim como todo dom, essa graça é, não só uma oferta, como
também uma demanda. Afinal, o perdão de Deus não só perdoa, como também
capacita o perdoado a perdoar. Nesse sentido, a reconciliação é, não só uma
obra de Deus, como também um ministério para o qual somos chamados. Deus espera
que os que foram reconciliados pela fé em Cristo vivam perdoando, assim como
são perdoados.
Mais do que isso, Ele espera que o imitemos, como filhos
amados, tomando a iniciativa da reconciliação com o nosso próximo. Se
ofendemos, devemos procurar nos reconciliar com o ofendido, como se tivéssemos
ofendido a Cristo. Se fomos ofendidos, devemos procurar nos reconciliar com o
ofensor, como Cristo fez para conosco. Portanto, ofensor ou ofendido, devemos
reconceber nossas relações humanas em relação a Cristo, por meio de quem Deus
nos reconciliou consigo mesmo.
Para entender o que a Bíblia fala
Qual é a motivação
para o cristão tomar a iniciativa da reconciliação com o próximo (Cl 3.12-13)?
Quais são as
atitudes que fornecem o contexto adequado para uma iniciativa de reconciliação
(Cl 3.12; veja também Gl 5.22)? Delas, qual é a principal (3.14; ver também I
Co 13.1-7)? (De acordo com Hb 13.1 e 3, qual é a essência dessa atitude? Nesse
sentido, o que significaria praticá-la em uma situação em que alguém está se
sentindo ofendido?)
O que caracteriza
o coração do cristão que procura manter-se vinculado com o próximo em
reconciliação (Cl 3.15-16)? Por contraste, o que deve ocorrer no coração
daquele que mantém uma inimizade?
O que significaria
falar e agir como representante do Senhor Jesus (Cl 3.17) em uma situação de
ofensa e inimizade (Cl 3.13)?
“(…) toda ira, separação ou ruptura assumem uma dimensão
triangular: eu, meu irmão (ou inimigo) e Deus.”
Nosso pecado ofende a Deus e, assim, coloca-nos em grande
dívida para com Ele. Contudo, Ele mesmo pagou a dívida e sofreu a vingança da
ofensa na pessoa do Filho, o qual derramou seu sangue na cruz por nós. Somos
perdoados! Deus tomou a iniciativa de se reconciliar conosco, mesmo sendo Ele o
ofendido.
Como devemos viver em resposta a esse perdão? Como não ser
gracioso, tendo recebido tamanha graça? Deus nos convida a imitá-lo; a vencer o
mal com o bem; a sofrer a injustiça, encomendando as nossas almas a Ele, o
Justo Juiz. Quando nos sentirmos impelidos a julgarmos o próximo, que possamos
nos ver como réus que foram por Deus absolvidos. Quando formos condenáveis, que
possamos ser prontos a nos arrependermos e a pedirmos perdão. Em toda a nossa
vida, como ofendido ou como ofensor, que a misericórdia triunfe sobre o juízo;
que a reconciliação seja a nossa experiência em relação a Deus e a nossa
iniciativa em relação ao próximo!

Nenhum comentário :
Postar um comentário